A noite de 19 de junho entrou para a história de Cabaceiras com a inauguração do Memorial do Cangaço da Paraíba, um espaço dedicado à preservação da memória, à pesquisa e à valorização de um dos períodos mais marcantes da história do Nordeste. O equipamento reforça a vocação do município como referência nacional em turismo cultural e amplia o patrimônio histórico da "Roliúde Nordestina".A solenidade reuniu autoridades, pesquisadores, jornalistas, documentaristas, escritores e familiares de personagens históricos ligados ao cangaço, transformando o momento em um grande encontro de memória, cultura e conhecimento. O prefeito Ricardo Aires participou de toda a programação e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da identidade cultural do município.Segundo o gestor, preservar a história é garantir que as futuras gerações compreendam as raízes do povo nordestino. Ricardo Aires também agradeceu a todos que contribuíram para a concretização do projeto e ressaltou que Cabaceiras se consolida, mais uma vez, como protagonista na valorização da cultura, da história e do turismo do Nordeste.Durante o evento, o pesquisador e escritor João de Sousa Lima destacou a relevância da criação de um espaço permanente dedicado ao estudo e à pesquisa do fenômeno do cangaço, afirmando que preservar essa memória é essencial para compreender a formação histórica, social e cultural do Nordeste brasileiro.Um dos momentos mais marcantes da noite foi a entrevista concedida à equipe de comunicação da Prefeitura de Cabaceiras por Maria Quitéria, neta de Antônio Silvino, e Geraldo Ferraz, neto do Major Theophanes Ferraz Torres, que, à época da prisão de Antônio Silvino, possuía a patente de alferes. Durante a conversa, ambos compartilharam histórias vividas por seus avós, destacando a relação de respeito construída entre eles.Entre os relatos, relembraram o episódio em que o Major Theophanes impediu que Antônio Silvino fosse executado por seus comandados no momento da prisão, afirmando:"Vocês não têm o direito de tirar a vida dele, porque ele não é prisioneiro de vocês, nem meu; ele é prisioneiro do Estado."Também destacaram o apoio prestado pelo Major à família de Antônio Silvino após sua prisão, contribuindo para que seus filhos tivessem acesso aos estudos, revelando um capítulo pouco conhecido da história do cangaço e demonstrando que, mesmo em lados opostos, era possível haver respeito e senso de justiça.A programação contou ainda com homenagens e a entrega de comendas honoríficas a personalidades que contribuíram significativamente para a pesquisa, a preservação e a divulgação da história do cangaço. À frente da iniciativa esteve o professor Julierme do Nascimento Wanderley, presidente fundador do Conselho Cristino do Borborema Cangaço e curador do Memorial do Cangaço da Paraíba em Cabaceiras, responsável pela idealização e condução desse importante projeto cultural.Desde a última segunda-feira, 6 de julho, o Memorial do Cangaço da Paraíba está aberto à visitação pública, funcionando de domingo a domingo, das 8h às 17h, com intervalo para almoço, permitindo que moradores e turistas conheçam de perto o acervo dedicado ao estudo e à preservação da história do cangaço.A gestão do espaço também já planeja novos investimentos. Após um período inicial de aproximadamente 60 dias de funcionamento, está prevista uma reforma na área posterior do Memorial para receber, a partir de outubro, um grande evento temático dedicado ao cangaço, com apresentações teatrais, grupos de dança, palestras, exposições e diversas atividades culturais, ampliando ainda mais o potencial turístico, educativo e cultural do equipamento.Com a inauguração do Memorial do Cangaço da Paraíba em Cabaceiras, o município reafirma seu compromisso com a preservação da memória, fortalece o turismo histórico-cultural e amplia as oportunidades para que pesquisadores, estudantes e visitantes conheçam, de forma responsável, contextualizada e fundamentada, um dos capítulos mais importantes da história do Nordeste brasileiro.
A noite de 19 de junho entrou para a história de Cabaceiras com a inauguração do Memorial do Cangaço da Paraíba, um espaço dedicado à preservação da memória, à pesquisa e à valorização de um dos períodos mais marcantes da história do Nordeste. O equipamento reforça a vocação do município como referência nacional em turismo cultural e amplia o patrimônio histórico da "Roliúde Nordestina".
A solenidade reuniu autoridades, pesquisadores, jornalistas, documentaristas, escritores e familiares de personagens históricos ligados ao cangaço, transformando o momento em um grande encontro de memória, cultura e conhecimento. O prefeito Ricardo Aires participou de toda a programação e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da identidade cultural do município.
Segundo o gestor, preservar a história é garantir que as futuras gerações compreendam as raízes do povo nordestino. Ricardo Aires também agradeceu a todos que contribuíram para a concretização do projeto e ressaltou que Cabaceiras se consolida, mais uma vez, como protagonista na valorização da cultura, da história e do turismo do Nordeste.
Durante o evento, o pesquisador e escritor João de Sousa Lima destacou a relevância da criação de um espaço permanente dedicado ao estudo e à pesquisa do fenômeno do cangaço, afirmando que preservar essa memória é essencial para compreender a formação histórica, social e cultural do Nordeste brasileiro.
Um dos momentos mais marcantes da noite foi a entrevista concedida à equipe de comunicação da Prefeitura de Cabaceiras por Maria Quitéria, neta de Antônio Silvino, e Geraldo Ferraz, neto do Major Theophanes Ferraz Torres, que, à época da prisão de Antônio Silvino, possuía a patente de alferes. Durante a conversa, ambos compartilharam histórias vividas por seus avós, destacando a relação de respeito construída entre eles.
Entre os relatos, relembraram o episódio em que o Major Theophanes impediu que Antônio Silvino fosse executado por seus comandados no momento da prisão, afirmando:
"Vocês não têm o direito de tirar a vida dele, porque ele não é prisioneiro de vocês, nem meu; ele é prisioneiro do Estado."
Também destacaram o apoio prestado pelo Major à família de Antônio Silvino após sua prisão, contribuindo para que seus filhos tivessem acesso aos estudos, revelando um capítulo pouco conhecido da história do cangaço e demonstrando que, mesmo em lados opostos, era possível haver respeito e senso de justiça.
A programação contou ainda com homenagens e a entrega de comendas honoríficas a personalidades que contribuíram significativamente para a pesquisa, a preservação e a divulgação da história do cangaço. À frente da iniciativa esteve o professor Julierme do Nascimento Wanderley, presidente fundador do Conselho Cristino do Borborema Cangaço e curador do Memorial do Cangaço da Paraíba em Cabaceiras, responsável pela idealização e condução desse importante projeto cultural.
Desde a última segunda-feira, 6 de julho, o Memorial do Cangaço da Paraíba está aberto à visitação pública, funcionando de domingo a domingo, das 8h às 17h, com intervalo para almoço, permitindo que moradores e turistas conheçam de perto o acervo dedicado ao estudo e à preservação da história do cangaço.
A gestão do espaço também já planeja novos investimentos. Após um período inicial de aproximadamente 60 dias de funcionamento, está prevista uma reforma na área posterior do Memorial para receber, a partir de outubro, um grande evento temático dedicado ao cangaço, com apresentações teatrais, grupos de dança, palestras, exposições e diversas atividades culturais, ampliando ainda mais o potencial turístico, educativo e cultural do equipamento.
Com a inauguração do Memorial do Cangaço da Paraíba em Cabaceiras, o município reafirma seu compromisso com a preservação da memória, fortalece o turismo histórico-cultural e amplia as oportunidades para que pesquisadores, estudantes e visitantes conheçam, de forma responsável, contextualizada e fundamentada, um dos capítulos mais importantes da história do Nordeste brasileiro.